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Catholics Observe Beginning Of Lent On Ash WednesdayCatholics Observe Beginning Of Lent On Ash Wednesday (2024 Getty Images)
VATICANO
#JUBILEU2025
quaresma
esperança
Papa Bento XVI
Concílio Vaticano II
As razões de nossa esperança na caminhada quaresmal
“Quando o sofrimento e a morte de fecham em si mesmos, levam ao desespero, mas se se orientam para um horizonte de vida, abrem à ESPERANÇA. E o horizonte é a Vida Eterna, aquela inaugurada pelo Crucificado Ressuscitado, que ressuscita com seu corpo glorioso, mas marcado ao mesmo tempo por aquelas ‘chagas” que, pela força do Espírito, se tornam “fendas” de luz e esperança”.
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
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Na Mensagem para a Quaresma 2025 “Caminhemos juntos na esperança”, o Papa oferece algumas reflexões sobre “o que significa caminhar juntos na esperança” e evidencia “os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, enquanto indivíduos e comunidade”. E o terceiro apelo à conversão é “o da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna”:
Estou convicto de que Deus me perdoa os pecados? Ou comporto-me como se me pudesse salvar sozinho? Aspiro à salvação e peço a ajuda de Deus para a receber? Vivo concretamente a esperança que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impele a um compromisso com a justiça, a fraternidade, o cuidado da casa comum, garantindo que ninguém seja deixado para trás?
“As razões de nossa esperança na caminhada quaresmal” é o tema da reflexão do Pe. Gerson Schmidt*:
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O fundamento da Virtude da Esperança
03/03/2025
O fundamento da Virtude da Esperança
“O Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium, prestou particular atenção à apresentação do Tempo da Quaresma. Em preparação à abertura do Ano Jubilar, e atendendo um pedido do Papa Francisco, o Dicastério para a Evangelização lançou, já em 2023, a coletânea sobre o Concílio Vaticano II intitulada “Jubileu 2025 – Cadernos do Concílio”, com o objetivo de promover uma redescoberta do evento conciliar e seu significado para a vida da Igreja em todos esses mais de 60 anos transcorridos. O caderno de número 13 desses ricos subsídios descreve os diversos tempos litúrgicos e aponta o significado da quaresma, referendando a Constituição Sacrosanctum Concilium: “o texto conciliar, ao sublinhar os principais elementos que sustentam o caminho quaresmal da Igreja, isto é, o Batismo – com sua memória ou preparação – a Penitência, a escuta assídua da Palavra de Deus e a oração, pretende indicar a referência fundamental para compreender seu valor e significado. No processo de formação deste período de preparação para a Páscoa, a referência ao Batismo e à Penitência foi a chave de interpretação da Quaresma e da sua relação com a vida do cristão e da Igreja. Para o Batismo, o Concílio recomenda a recuperação dos elementos batismais próprios da liturgia quaresmal; para a Penitência, insiste no significado pessoal e social do pecado” ¹. E neste Ano Jubilar, para lucrar as indulgências, o Sacramento da Reconciliação tem ainda um caráter ainda mais especial, como uma das condições para se receber a indulgência plenária.
Esse caderno do Concílio, de autoria de Maurizio Barba, descreve assim sobre o tema da Esperança, diante da dor e sofrimento cristão: “Na perspectiva cristã, o sofrimento assume uma conotação salvífica, se for acolhido e vivido como participação na Paixão e Morte de Cristo, que redimiu a humanidade oferecendo-se como vítima pura e imaculada no altar da cruz. Olhando, portanto, para o momento culminante da sua dor, o cristão sabe que o sofrimento e a morte são sinais proféticos, que se enchem de sentido precisamente graças ao Mistério Pascal de Cristo. Quando o sofrimento e a morte de fecham em si mesmos, levam ao desespero, mas se se orientam para um horizonte de vida, abrem à ESPERANÇA. E o horizonte é a Vida Eterna, aquela inaugurada pelo Crucificado Ressuscitado, que ressuscita com seu corpo glorioso, mas marcado ao mesmo tempo por aquelas ‘chagas” que, pela força do Espírito, se tornam “fendas” de luz e esperança”². As chagas e dores de Cristo, contempladas no tempo quaresmal, sobretudo na Via-sacra, são fendas de LUZ E ESPERANÇA.
O Papa Bento XVI, na Encíclica Spe Salvi, – encíclica sobre a Virtude Teologal da Esperança cristã – comenta a Primeira Carta de Pedro quando exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão da sua esperança (1Pd 3,15), esperança que equivale à fé. O texto bíblico, na narrativa da Bíblia de Jerusalém, diz assim: “antes, santificai a Cristo, o Senhor, em vossos corações, estando sempre prontos a dar as razões de vossa esperança a todo aquele que vo-la pede”. Na nota ao pé da página da Bíblia aponta assim: “os cristãos dão testemunho de que pertencem a Cristo diante dos pagãos que ignoram toda a esperança (Ef 2,12;1Ts 4,13). Eles têm oportunidades para isto por ocasião das perseguições locais”. Podemos nos questionar se estamos prontos realmente a dar razões de nossa esperança, como pede São Pedro nessa carta. Como dar ao mundo as razões de nossa esperança se vivemos na indiferença, como se Deus não nos importasse e nos esquecemos que, em Jesus, Ele continua Deus conosco? Ao ouvir esse texto bíblico poderíamos pensar logo na apologética, na defesa da fé por argumentos filosóficos e teológicos. Muitas vezes nos esquecemos de que a primeira e fundamental missão e apologética que podemos e devemos realizar é a do testemunho de nossa fé através do exemplo.
No Jubileu do Mundo da Comunicação, no dia 24 de janeiro deste ano Jubilar, o Papa Francisco encorajou jornalistas a construir comunhão no mundo por meio do anúncio de histórias de bondade e esperança em mensagem para o 59º Dia Mundial das Comunicações Sociais. “Sonho com uma comunicação que não venda ilusões ou medos, mas seja capaz de dar razões para ter esperança”, disse o Papa. O Papa aqui não pede as razões de nossa esperança cristã, como aponta a carta de São Pedro, mas as razões de esperança na vida, diante der um quadro de tantas pessoas desesperançadas. “Encorajo-vos, portanto, a descobrir e a contar tantas histórias de bem escondidas por detrás das notícias; a imitar aqueles exploradores de ouro que, incansavelmente, peneiram a areia em busca duma pequeníssima pepita. É importante encontrar estas sementes de esperança e dá-las a conhecer”.
*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.
__________________
¹BARBA, Maurízio. Cadernos do Concílio, Jubileu 2025, n.13. Os tempos fortes do Ano Litúrgico, Edições CNBB, p. 13.
²Idem, p.17.
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FONTE: Vaticanusnewa